Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Portugal em Directo

sinto-me:
publicado por Mário Lobo às 15:18
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Domingo, 4 de Novembro de 2007

Comunicado da URAP

     
Será entregue, na 2ª feira dia 5 de Novembro, ao Senhor Presidente da Assembleia da República, uma Petição com cerca de 16.000 assinaturas contra a concretização do Museu Salazar em Santa Comba Dão
  1. Na próxima 2ª feira, pelas 16h30, uma delegação da URAP, que integra os cinco primeiros subscritores desta Petição, fará entrega de cerca de 16.000 assinaturas a sua Excelência o Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama.
  2. Recorda-se que a Petição teve origem num grupo de antifascistas de Santa Comba Dão / Viseu, que consideram que a concretização do Museu Salazar naquela localidade constituiria uma afronta a todos os portugueses que se identificam com a democracia e o seu acto fundador do 25 de Abril.
  3. Os 16.000 subscritores desta Petição consideram que a tentativa de erigir o Museu Salazar viola a Constituição da República Portuguesa que proclama no seu preâmbulo: “A 25 de Abril, o Movimento das Forças Armadas, coroando longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista. Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início duma viragem histórica da sociedade portuguesa”.                                                                         Viola o Artº 46º, nº 4 da mesma Constituição, que proíbe “as organizações que perfilhem a ideologia fascista” e viola a Lei 64/78 que define estas organizações como as que “… mostrem… pretender difundir ou difundir objectivamente os valores, os princípios, os expoentes, as instituições e os métodos característicos dos regimes fascistas…, nomeadamente… o corporativismo ou a exaltação das personalidades mais representativas daqueles regimes”, proibindo-lhes o exercício de toda e qualquer actividade.
  4. Os 16.000 subscritores da Petição solicitam à Assembleia da República que – em defesa do regime democrático Constitucional e de Lei – condenem politicamente o processo em curso, que visa materializar o Museu Salazar e tome as medidas que julgue adequadas para impedir esse intento.
  5. A delegação da URAP, no final do encontro com Sua Exª o Presidente da Assembleia da República, encontrar-se-á com os diversos Grupos Parlamentares e prestará declarações à comunicação social.
  6. Nesta ocasião tornam-se públicos 100 nomes de subscritores desta Petição que são representativos do larguíssimo leque de apoios que a mesma recolheu (Lista anexa).
     
    O Coordenador do Conselho Directivo da URAP
     
    (Aurélio Santos)
     
        
    Lista de 100 subscritores da
    Petição contra a concretização do “Museu Salazar”
    (anexa ao Comunicado da URAP de 2.11.07)
     
     
    Os primeiros subscritores da petição contra a concretização do “Museu Salazar” são:
    • Alberto Andrade – Santa Comba Dão
    • António Vilarigues – Penalva do Castelo
    • João Carlos Gralheiro – S. Pedro do Sul
    • Mário Lobo – Mortágua
    • Aurélio Santos, coordenador do Conselho Directivo da URAP.
    E ainda na primeira folha, entre muitos lutadores antifascistas daquela região, está também a assinatura de
    • Lousã Henriques, médico, de Coimbra
    • Jaime Gralheiro, advogado, de Viseu.
     Outros subscritores:
     
    • Alberto Oliveira Vilaça – advogado
    • Alfredo Monteiro – Presidente da Câmara Municipal do Seixal
    • Américo Leal – membro do Conselho Directivo da URAP
    • Ana Teresa Vicente – Presidente da Câmara Municipal de Palmela
    • António Bica – advogado, de Vouzela
    • António Borga – jornalista
    • António Dourado Correia – professor universitário
    • António Filipe – deputado à Assembleia da República
    • António Jorge Branco – jornalista
    • António Modesto Navarro – escritor
    • António Serzedelo – editor de rádio
    • Aquilino Ribeiro Machado – resistente antifascista
    • Aristides Valente – Presidente da Junta de Freguesia de Almeida
    • Armando Carvalhêda – jornalista
    • Armando Myre Dores - Psicólogo
    • Augusto Pólvora – Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra
    • Bernardino Soares – deputado à Assembleia da República
    • Carlos Antunes – resistente antifascista
    • Carlos Cal Bradão – resistente antifascista
    • Carlos Carvalhas – economista, de S. Pedro do Sul
    • Carlos Cruz Oliveira – médico
    • Carlos Gonçalves – dirigente do PCP
    • Carlos Humberto – Presidente da Câmara Municipal do Barreiro
    • Carlos Mendes – cantor
    • Carlos Silva Santos – médico
    • Deolinda Machado – dirigente da CGTP-IN
    • Dias Lourenço - resistente antifascista
    • Dulce Pontes – cantora
    • Eduarda Dionísio – escritora
    • Eduardo Chitas – professor universitário
    • Fausto Neves - músico
    • Fernanda Lapa – actriz
    • Fernando Correia – jornalista e professor universitário
    • Filipe Diniz – arquitecto
    • Filipe Rosas
    • Francisco Alen Gomes – médico
    • Francisco Lopes – dirigente do PCP
    • Francisco Santos – Presidente da Câmara Municipal de Beja
    • Frederico de Carvalho – investigador
    • Gabriela Tsukamoto – Presidente da Câmara Municipal de Nisa
    • Georgete Ferreira - resistente antifascista
    • Ilda Figueiredo – deputada ao Parlamento Europeu
    • Isabel do Carmo – médica
    • Jerónimo de Sousa – Secretário-Geral do PCP
    • João Arsénio Nunes – professor universitário
    • João Botelho – realizador
    • João Corregedor da Fonseca – membro do Conselho Directivo da URAP
    • João Paulo Avelãs Nunes – professor universitário
    • Joaquim Gomes – resistente antifascista
    • Joaquim Judas – médico
    • Jorge Pinheiro – artista plástico
    • Jorge Silva Melo – editor
    • José António Cerejo – jornalista
    • José Casanova – dirigente do PCP
    • José Duarte – músico
    • José Ernesto Cartaxo – membro da Comissão Executiva da CGTP-IN
    • José Godinho – Presidente da Câmara Municipal de Aljustrel
    • José Manuel Goulão – jornalista
    • José Manuel Mendes – escritor
    • José Saramago – escritor
    • Luísa Araújo – dirigente do PCP
    • Luísa Tito de Morais – jornalista
    • Luzia Henriques – resistente antifascista
    • Manuel Carvalho da Silva – Secretário-Geral da CGTP-IN
    • Manuel Coelho – Presidente da Câmara Municipal de Sines
    • Manuel Gusmão – professor universitário
    • Manuel Loff – professor universitário
    • Manuel Macaísta Malheiros – jurista
    • Manuel Martins Guerreiro – militar de Abril
    • Manuel Villaverde Cabral – professor universitário
    • Manuela Bernardino – dirigente do PCP
    • Manuela Cruzeiro – professora universitária
    • Margarida Tengarrinha – resistente antifascista
    • Maria Barroso
    • Maria das Dores Meira – Presidente da Câmara Municipal de Setúbal
    • Maria Emília Sousa – Presidente da Câmara Municipal de Almada
    • Maria Graciete Cruz – membro da Comissão Executiva da CGTP-IN
    • Mário Jacques – encenador
    • Mário Nogueira – Secretário-Geral da FENPROF
    • Mário Tomé – militar de Abril
    • Mesquita Machado – Presidente da Câmara Municipal de Braga
    • Morais e Castro – actor
    • Odete Santos – jurista
    • Orlando César – jornalista
    • Pinto Sá – Presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo
    • Rogério de Brito – dirigente associativo
    • Rui Manuel Espiney – resistente antifascista
    • Rui Namorado Rosa – investigador e professor universitário
    • Sofia Ferreira - resistente antifascista
    • Urbano Tavares Rodrigues – escritor
    • Vasco Lourenço – militar de Abril
    • Vítor Alves – militar de Abril
    • Vítor Crespo – militar de Abril

        

publicado por António Vilarigues às 13:01
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Estão recolhidas 16.000 assinaturas contra o ”Museu Salazar”

      
Segunda-feira, Dia 5 de Novembro a Petição será entregue na Assembleia da República
 
URAP – União de Resistentes Antifascistas Portugueses
   
   
 Comunicado
 
1. O Núcleo de Viseu – Santa Comba Dão da URAP torna público que até hoje, 30 de Outubro de 2007, estão entregues nos serviços centrais da União dos Resistentes Antifascistas Portugueses 16.000 assinaturas contra a concretização do chamado “Museu Salazar”, em Santa Comba Dão, que eufemisticamente foi rebaptizado de “Centro Documental Museu e Parque Temático do Estado Novo”.
 
2. O Núcleo de Viseu – Santa Comba Dão da URAP informa que uma delegação integrada pelos 5 primeiros subscritores e de que faz parte Aurélio Santos, Coordenador do Conselho Directivo da URAP, irá entregar na próxima segunda-feira, dia 5 de Novembro, ao Senhor Presidente da Assembleia da República, Doutor Jaime Gama, esta Petição.
 
3. A audiência terá lugar pelas 16h00m. No final será feita pela Comissão Directiva da URAP uma comunicação pública. Convidamos a Comunicação Social a estar presente.
 
4. O Núcleo de Viseu – Santa Comba Dão da URAP leva ao conhecimento da opinião pública que, entre as 16.000 assinaturas já recolhidas, contam-se muitos cidadãos justamente reconhecidos pela sua intervenção social e política. De entre eles relembram-se os 50 nomes (lista anexa) tornados públicos a 24.04.2007.
 
5. Durante este fim-de-semana esta lista será actualizada e serão revelados mais nomes.
 
Viseu, 30 de Outubro de 2007
 
 
O Núcleo de Viseu – Santa Comba Dão da URAP

Lista de 50 subscritores da Petição contra a concretização do “Museu Salazar”
 
(anexa ao Comunicado da URAP de 24.04.07)
    
Os primeiros subscritores da petição contra a concretização do “Museu Salazar” são:
• Alberto Andrade – Santa Comba Dão
• António Vilarigues – Penalva do Castelo
• João Carlos Gralheiro – S. Pedro do Sul
• Mário Lobo – Mortágua
• Aurélio Santos, coordenador do Conselho Directivo da URAP.
 
E ainda na primeira folha, entre muitos lutadores antifascistas daquela região, está também a assinatura de
• Lousã Henriques, médico, de Coimbra
• Jaime Gralheiro, advogado, de Viseu.
 
Outros subscritores:
• Ana Teresa Vicente – Presidente da Câmara Municipal de Palmela
• António Borga – jornalista
• António Serzedelo – editor de rádio
• Aristides Valente – Presidente da Junta de Freguesia de Almeida
• Augusto Pólvora – Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra
• Carlos Mendes – cantor
• Dias Lourenço – resistente antifascista
• Dulce Pontes – cantora
• Eduarda Dionísio – escritora;
• Fausto Neves – músico
• Fernanda Lapa – actriz
• Filipe Rosas
• Francisco Alen Gomes – médico
• Francisco Santos – Presidente da Câmara Municipal de Beja
• Frederico de Carvalho – investigador
• Gabriela Tsukamoto – Presidente da Câmara Municipal de Nisa
• Georgete Ferreira – resistente antifascista
• Isabel do Carmo – médica
• Jerónimo de Sousa – Secretário-Geral do PCP
• João Arsénio Nunes – professor universitário
• João Botelho – realizador
• Jorge Silva Melo – editor
• José Duarte – músico
• José Ernesto Cartaxo – Membro da Comissão Executiva da CGTP-IN.
• José Godinho – Presidente da Câmara Municipal de Aljustrel
• José Manuel Mendes – escritor
• Manuel Carvalho da Silva – Secretário-Geral da CGTP-IN
• Manuel Coelho – Presidente da Câmara Municipal de Sines
• Manuel Gusmão – professor universitário
• Manuel Villaverde Cabral – professor universitário
• Manuela Cruzeiro – professora universitária
• Margarida Tengarrinha – resistente antifascista
• Maria Barroso
• Maria das Dores Meira – Presidente da Câmara Municipal de Setúbal
• Mário Jacques – encenador
• Mário Nogueira – Secretário-Geral da FENPROF
• Mário Tomé – militar de Abril
• Mesquita Machado – Presidente da Câmara Municipal de Braga
• Pinto Sá – Presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo
• Sofia Ferreira – resistente antifascista
• Urbano Tavares Rodrigues – escritor
• Vasco Lourenço – militar de Abril

Vítor Alves – militar de Abril

   

publicado por António Vilarigues às 12:48
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007

Cartoon 027

Este cartoon perdeu-se nos tempos…

A alguém que o tenha, agradecíamos a sua partilha.



Saudações Anti-Fascistas.
publicado por Mário Lobo às 12:15
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Terça-feira, 17 de Julho de 2007

Fascismo e neofascismo na Europa

A tentativa falhada, em Maio deste ano, da realização de um encontro de neofascistas europeus em Lisboa, veio mais uma vez alertar para o perigo da proliferação de partidos e organizações que perfilham doutrinas fascistas, racistas e xenófobas. Para se compreender a facilidade com que o neofascismo actualmente irrompe em quase todos os países europeus é conveniente não esquecer que os regimes parlamentares ocidentais sempre mantiveram alianças abertas ou ocultas com Estados e organizações fascistas que sobreviveram à derrota do nazismo em 1945. A organização terrorista secreta da NATO, GLADIO, com comando no quartel general em Bruxelas, operou com grupos fascistas eivados de anticomunismo, como a Ordine Nuovo e a Loja P2 em Itália, que se tornaram célebres através de numerosos atentados sangrentos com destaque para os da Piazza Fontana em Milão, em 1969 (17 mortos e 84 feridos) e da estação de Bolonha em 1980 (85 mortos).


Na Alemanha aconteceu exactamente o mesmo, com o general nazi Gehlen, a quem foi confiada a tarefa de organizar os serviços secretos de Bona. O própro chanceler Adenauer chamou para Secretário de Estado o comentador das leis racistas de Hitler, Globke. Sem esquecermos que o fascismo português foi membro fundador da NATO e que ditaduras militares fascista na Turquia e na Grécia, dois Estados igualmente membros da NATO, foram sempre compatíveis com as chamadas «democracias ocidentais». Até em Portugal, já depois do 25 de Abril, vergonhosamente, um governo socialista colocou à frente do Ministério da Defesa um antigo ministro do regima fascista, Veiga Simão.


A alteração da correlação de forças favorável ao imperialismo verificada na Europa e no mundo, a partir de 1990, veio dar novo fôlego às ideologias autoritárias, obscurantistas e militaristas. As forças e tendências reaccionárias derrotadas em 1945 levantam de novo a cabeça convencidas de que chegou a hora da desforra. Na Alemanha, só desde a «unificação» já foram assassinadas em atentados racistas 135 pessoas. Muitas das vítimas são mulheres e crianças de outras etnias e religiões, queimadas vivas em incêndios ateados por grupos neonazis, alguns deles com ligações não esclarecidas a estruturas policiais estatais. Quase diariamente verificam-se novas agressões. A primeira vítima mortal deste novo surto neofascista foi o angolano António Amadeu, assassinado a ponta-pés na presença passiva da polícia. Segundo os relatórios oficiais alemães, os quais nesta matéria são muito incompletos, em 2005 os actos atentatórios da legalidade político-jurídica praticados pelas organizações de extrema-direita aumentaram em relação ao ano anterior 27,5%, atingindo o total de 16 361. Só os actos de violência registaram uma subida de 23,5%, perfazendo 958 agressões físicas ou atentados. Em 2006, segundo dados oficiais ainda provisórios, a violencia neofascista terá sido a mais elevada de sempre.

 

Com o alargamento da União Europeia e da NATO até às fronteiras da Rússia, as organizações e movimentos de ideologia fascista e fascizante estão a viver uma fase de expansão sem precedentes desde o fim da II Guerra Mundial. Ao contrário da nossa Constituição - resultante da Revolução do 25 de Abril e cujo Preâmbulo começa por referir a luta do povo português contra o fascismo e a sua libertação através do Movimento das Forças Armadas - as potências da União Europeia procuram apagar da memória dos povos os sentimentos antifascistas e esconder o papel agressivo e opressor do grande capital ao longo da história. Exactamente no momento em que se celebrou o 62.° aniversário da libertação da Europa do nazismo, em Maio deste ano, o Parlamento Europeu solidarizou-se com o Governo da Estónia, a propósito da retirada de um monumento antifascista no centro de Talim, alusivo à libertação do país pelo exército vermelho. Não se ouviu uma única palavra de condenação das posições de dirigentes políticos estónios favoráveis à colaboração fascista com a Alemanha nazi, nem ao espezinhar dos direitos das minorias russas nos Estados bálticos. Pelo contrário, a NATO reafirmou a sua solidariedade indiferenciada e sem limites com a Estónia. A deputada alemã do Partido da Esquerda no PE, Sahra Wagenknecht, alerta que a UE está «a atear o fogo», e a «preparar o terreno para o ódio e a violência, ao estimular, apoiar e considerar positiva a sobranceria chauvinista e nacionalista» na Estónia e «ao apostar no despoletar dos conflitos» sobretudo contra a Rússia.

 

O exemplo da Estónia mostra a existência de um perigoso campo de entendimento estratégico entre as forças da restauração capitalista (União Europeia, NATO, EUA) e o neofascismo organizado e ideológico. Se o processo que torna possível esta aliança não for travado a tempo, iremos continuar a assitir a uma evolução favorável à reabilitação dos crimes do fascismo e à condenação das suas vítimas e daqueles que lhe resistiram e resistem, em primeiro lugar dos comunistas. Na Alemanha, no Parlamento da Saxónia, em nome da «legalidade democrática», um deputado do NPD, o maior e mais agressivo partido neonazi, permitiu-se exigir do Ministro do Interior informações sobre organizações antifascista em nome do «extremismo de esquerda» com base na seguinte lista:

 

1. Quais os grupos extremistas de esquerda existentes na Saxónia?

2. Quantos membros fazem parte desses grupos?

3. Quantos actos de violência foram executados pela extrema-esquerda em 2005?

4. Quantos actos de violência foram executados pela extrema-esquerda entre 1990-2004?

5. Quais as ligações entre o PDS e os autónomos de esquerda?

 

O leitor não se espante, mas o então Ministro do Interior, o democrata-cristão Thomas de Maiziére, actual chefe de gabinete da chanceler Angela Merkel - que em Berlim assinou a tal declaração da União Europeia onde se condenava em palavras «o racismo e a xenofobia» - forneceu uma extensa lista de movimentos da juventude, publicações e organizações antifascistas, marxistas e pacifistas a uma força que, segundo a Constituição alemã, nunca deveria ter existência legal pois constitui o principal centro de irradiação do neofascismo, do racismo e do ódio aos estrangeiros. Os principais inimigos da Constituição recebem directamente dos serviços estatais de espionagem ideológica dos cidadãos todas as informações necessárias sobre os seus alvos de violência preferenciais (Unsere Zeit. 29.7.2005).

 

Ainda não há muito tempo, o Tribunal Constitucional de Karlsruhe teve de interromper o processo de interdição do NPD, por se ter descoberto que as declarações anticonstitucionais que sustentavam a queixa da Procuradoria da República foram proferidas por dirigentes do partido que são simultaneamente agentes da polícia política daquele Ministério. Calcula-se que cerca de um terço dos dirigentes do NPD são pagos pelo «Serviço de Defesa da Constituição» (Verfassungsschutz), ao ponto de alguns círculos reconhecerem que sem os dinheiros do serviços secretos e a ligação orgânica ao Ministério do Interior o NPD não teria a menor possibilidade de existir.

 

Não menos preocupante é a situação nas Forças Armadas, sobretudo desde que a NATO aprovou, em 1999, em Washington, o novo conceito estratégico e se transformou no braço armado de uma ordem mundial geradora de injustiça, de opressão e de terror, passando a funcionar como um verdadeiro corpo expedicionário ao servico dos interesses dos grandes monopólios internacionais. Considerar-se «operações de paz» ou «humanitárias» o assassínio, a morte e o massacre de seres humanos é uma doutrina cujas raízes mergulham na ideologia das ditaduras terroristas que proliferaram na Europa e no mundo ao longo do século vinte. A revista Der Spiegel, indignada com a recusa maciça da população alemã em apoiar a participação da Bundeswehr na ocupação do Afeganistão, intitula a toda a largura da primeira página que «os alemães têm de aprender a matar» (47/06). O teólogo de renome mundial, Eugen Drewemann, constata numa intervenção proferida durante as marchas da Páscoa pela paz que «a luta contra o terrorismo consolida o terror. Sob o manto da propagação da democracia, instala-se a ditadura. Esta espécie de humanismo só gera desumanidade» (...). «Eu oiço que os nossos jovens soldados são cidadãos em uniforme. Mas a guerra transforma-os em seres da idade da pedra na era atómica, faz deles monstros, cães de caça à espera da ordem para serem largados» (Junge Welt, 08.05.07).

 

Hoje, no seio das Forças Armadas alemãs, a «Wehrmacht» (o exército de Hitler) é vista cada vez mais como um exemplo de virtudes militares. É o Secretário de Estado da Defesa do governo da chanceler Merkel, Christian Schmidt, quem tenta reabilitar o carrasco de Guernica, o general da Legião Condor e criminoso de guerra, Werner Mölder, como um exemplo a seguir pela força aéria alemã (ARD, programa Kontraste, 07.06.07-www.ard.de). Interrogado sobre este caso pelo primeiro canal da TV, o antigo professor da Academia da «Bundeswehr», Martin Kutz, confirmou que «na Bundeswehr há muitos tradicionalistas que apoiam fortemente Mölder porque defendem um outro tipo de soldado. Querem o soldado de combate, que pode ser utilizado em qualquer parte do mundo e que não se interroga sobre o carácter político e moral das operações que executa». Já em 1997, a responsável no Bundestag pelas questões do exército, Claire Marienfeld, constatou num relatório sobre a situação nos quartéis que «não está a ser respeitada a distância entre a Bundeswehr e a Wehrmacht». Posteriormente, num apelo publicado no «Frankfurter Allgemeine Zeitung», por ocasião dos 60.° aniversário da libertação do fascismo, 12 generais da Bundeswehr - entre os quais o general Günzel, ex-comandante da unidade especial KSK que juntamente com as tropas dos EUA massacram as populações no Afeganistão - afirmaram que o 8 de Maio não é o dia da vitória mas da «derrota da nossa Wehrmacht», da «divisão da Alemanha» e do «cruel ajuste de contas dos vencedores».

 

A ideologia de que não há alternativa para a guerra, para as privatizações e para a liquidação dos direitos sociais e laborais, reforça o poder antidemocrático e incontrolável do grande capital e abre espaço para o alastrar de doutrinas fascistas, racistas e xenófobas. O objectivo é criar a confusão entre as massas descontentes, ilibar o capitalismo, transformar os estrangeiros e os emigrantes no bode expiatório das injusticas provocadas pelo próprio sistema de dominação do grande capital. Amplia-se assim o terreno favorável ao ressurgimento das correntes que apostam na criminalização das forças progressistas, no terror contra o movimento operário e contra todos aqueles que resistem à desmontagem dos direitos democráticos e sociais.

 

O professor Reinhard Kühnl da Universidade de Marburg descreve em O Fascismo - causas e estruturas de dominação (1983), os traços característicos comuns a todos os regimes fascistas do mundo: «trata-se de um sistema de opressão política que favorece ao máximo os interesses do capital. Face à situação indefesa em que os trabalhadores se encontram é possível impor-lhes condições de trabalho e de vida muito mais duras. O tempo de trabalho pode ser prolongado, o seu ritmo acelerado, os salários e as reformas mantidos a um nível muito baixo. Doentes e fracos são ignorados ou eliminados como pessoas inúteis. As despesas do Estado nos sectores do alojamento, da educação e dos bens essenciais de consumo são cortadas radicalmente. Por outro lado, estas políticas fazem aumentar fortemente os lucros da economia privada, particularmente dos grandes monopólios». O professor de ciências políticas prossegue explicando que «é fácil reconhecer que o fascismo é a ideologia do capitalismo levada até às últimas consequências», em que, o princípio da «concorrência», justifica que o mais forte liquide o mais fraco. Kühnl vê ainda no racismo «a transposição deste princípio para o campo da submissão dos povos e da sua divisão em "raças superiores e inferiores", "capazes" e "incapazes" de se governar».

 

Deve-se aos comunistas a primeira e mais completa análise e definição do fascismo no célebre relatório de Demitrov, apresentado no VII Congresso da Internacional Comunista, realizado em Moscovo em 1935. Aí se carcaterizou o fascismo como «a ditadura terrorista aberta dos elementos mais reaccionários, mais chauvinistas e mais imperialistas do capital financeiro» (O Militante, n.° 277). Ao propor a subordinação do poder económico ao poder político e a socialização dos sectores básicos e estratégicos da nossa economia, o programa do PCP para «uma democracia avançada» constitui não só uma necessidade objectiva para o desenvolvimento democrático futuro de Portugal rumo ao socialismo, como afasta para sempre o perigo do regresso ao fascismo ao liquidar a sua base social e económica, o poder dos monopólios.

 

Rui Paz  1 de Julho de 2007 

publicado por António Vilarigues às 17:33
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

Inspecção Geral da Administração do Território (IGAT) responde à URAP a propósito do “museu” Salazar

1.      O núcleo de Viseu-Santa Comba Dão da URAP torna público que recebeu uma resposta à participação contra a Câmara Municipal de Santa Comba Dão entregue no passado dia 7 de Maio de 2007 na Inspecção Geral da Administração do Território (IGAT).

 

2.      Nela a IGAT informa que foram solicitados esclarecimentos à Câmara Municipal de Santa Comba Dão. Tal facto vem dar ainda mais razão à participação da URAP. Bem como às preocupações e dúvidas de parte cada vez mais significativa da população do concelho.

 

3.      Os elementos apresentados na análise exaustiva de todo o processo relativa às decisões da Câmara sobre o inicialmente denominado "Museu Salazar", depois "Museu do Estado Novo", e, mais recentemente, eufemisticamente rebaptizado "Centro Documental Museu e Parque Temático do Estado Novo" foram considerados suficientemente válidos para justificar o andamento da participação.

 

4.      Recorda-se que a participação da URAP ao IGAT considerava existirem indícios bastantes de que o Presidente da Câmara Municipal de Santa Comba Dão pretende avançar com um projecto que não tem suporte nas deliberações efectivamente tomadas no exercício dos órgãos autárquicos (ou até as contraria).

 

5.      Por outro lado, há dados que apontam para que o projecto do Museu Salazar constitui uma operação financeira altamente desvantajosa para o município e por conseguinte, para os contribuintes portugueses. Nomeadamente a pensão vitalícia de 2000 Euros mês, actualizáveis todos os anos, paga ao sobrinho neto de Salazar, em troca da «doação» duns «tarecos» que pertenceram ao ditador fascista e pouco mais, e sem qualquer aprovação dos Órgãos do Poder Municipal nesse sentido.

 

6.      No nosso entender confirma-se assim que o projecto do “Museu Salazar” está, cada vez mais, confrontado com a constatação da respectiva ilegalidade. Mas sobretudo com a resistência da opinião pública democrática a esse objectivo, inaceitável, de edificar um “santuário” do regime fascista, deposto em 25 de Abril de 1974.

 

7.      Reafirmamos que é tempo de a Câmara Municipal arrepiar caminho. Santa Comba Dão merece melhor. É possível e desejável outro caminho para o desenvolvimento desta terra.

 

Santa Comba Dão, 10 de Julho de 2007

O Núcleo de Viseu-Santa Comba Dão da

União de Resistentes Antifascistas Portugueses URAP

 

publicado por António Vilarigues às 14:15
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Quinta-feira, 5 de Julho de 2007

Cartoon 028

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Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

Cartoon 026

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Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

Cartoon 025

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publicado por Mário Lobo às 17:01
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Terça-feira, 26 de Junho de 2007

Cartoon 024

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